A caixinha atenuando a música. Miséria de bailarina que não sai lá de dentro – assento o relógio nesta vidinha manca e o diário não corresponde aos ecos. Umberto Eco sabia bem das palavras rosas; e o mapa azul que não lateje no fundo do lago, o tesouro à chave. Eu é que já sou esses vidrinhos suíços, essas montras suecas, todos os galpões nórdicos doendo aos bocadinhos. A felicidade em feto, o casamento em amnésia, todos os ossos, os ossinhos cortando a canivete os meus calcanhares pueris. Poeria, Suíço, poeira. Que amanhã a bailarina já não acorda ao teu lado.
(Manaíra Athayde)
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