como é triste vê-lo,
sozinho, a arrastar-se na cadeira
vê-lo triste, na cadeira,
a arrastar-se sozinho
na cadeira, sozinho,
é triste vê-lo a arrastar-se
sozinho na cadeira a arrastar-se,
como é triste vê-lo
e um grito irrompe pulando
na cadeira que a multidão aperta
apertado na cadeira,
no meio da multidão, irrompe num grito
ai, ai, deixai de o apertar gritando
pulo perdido na multidão e cadeira no ar
no ar voando seu grito de Ipiranga,
em cima da cadeira à cabeça da multidão
e nas curvas que o derretem
sente Vida…mas dêem-lhe espaço
Cristóvão Sá Pimenta
Re-escrito
domingo, 30 de Outubro de 2011
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